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Paul Badura-Skoda é um dos grandes nomes do piano e ao mesmo tempo um símbolo, sendo o representante actual mais ilustre do classicismo de Viena. Nasceu em Viena em 1927. Desde muito cedo revelou um especial talento musical enriquecido pela profunda impressão que nele causaram grandes artistas como Fischer, Knappertsbusch e Furtwängler, durante a guerra. Entrou no Conservatório de Viena em 1945. Após dois anos ganhou o primeiro prémio do Concurso de Música da Áustria, que lhe permitiu estudar em Lucerne, Suica, com Edwin Fischer, com o qual veio a ter uma longa amizade, além de ter sido seu assistente. Após a morte de Fischer, continuou as suas master-classes em Viena, Salzburg, Edimburgo e Siena. A sua carreira internacional iniciou-se depois do êxito obtido em 1949 em concertos com orquestra dirigidos por Wilhelm Furtwängler e Herbert von Karajan, Scherchen, Krips, Schuricht, Kubelik. Converteu-se rapidamente num artista mundialmente famoso. Durante muitos anos foi o artista com maior número de gravações discográficas no mercado – mais de 200 discos gravados com Decca, Ariola-Eurodisc, Harmonia Mundi, CBS/Sony, Astrée / Aauvidis. O nome de Paul Badura - Skoda ficará intimamente associado a uma evolução muito importante da história da interpretação musical; a descoberta dos instrumentos da época, que segundo as sua próprias palavras „ permite ao auditor dos nossos dias o acesso a uma sonoridade original. A claridade da sonoridade prateada, a subtileza das graduações dinâmicas e sobretudo a nobreza do registo médio, são efectivamente inigualáveis.” É autor, entre outras, de duas obras importantes da literatura pedagógica do piano: A interpretação das obras de “Mozart” e de “Bach”. |
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